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DJ nas horas vagas

18.01.2009

Não sou DJ. Talvez em algum – ou alguns – momentos da minha vida eu tenha me aproximado de vir a ser.

Na adolescência eu gravava cassetes pra animar as festinhas americanas com os amigos. Muitos DJs começaram assim. Em 1997, empolgado com o fato de ter um poderoso (na época) microcomputador em casa, e o que se podia produzir com ele, comecei a fazer algumas pequenas intervenções em músicas. Criei a série “Remixes, Reedições, Montagens e Medleys”, que fez certo sucesso. Entre poucos amigos.

De uma forma meio natural os amigos me procuravam para descobrir novos sons, conhecer música nova (ou velha). Com alguns desses amigos até cheguei a montar banda, mas não chegamos a passar da porta do estúdio. Minha capacidade de assimilação, reconhecimento e transformação de coisas interessantes sempre foi muito maior do que a capacidade de criação. Pelo mesmo motivo sou designer e não artista plástico.

Meu trabalho como designer também sempre teve forte ligação com a música, e essa ligação só tem crescido. Seja desenvolvendo sites para músicos, seja criando junto com os músicos o conceito gráfico de seus discos (Jonas Sá, o poeta Geraldo Carneiro, Momo, +2…) ou, mais recentemente, participando ativamente na idealização e conceito de eventos em que fiz o projeto gráfico, como a série de recitais Piano Solo.

Mas não sou leigo com o CDJ. Já toquei em algumas festas para amigos (na Fosfobox, Espaço Cultural Sergio Porto, em um casarão em Santa Teresa… e algumas vezes na ESDI – Escola Superior de Desenho Industrial). Nessas festas não me preocupo em intervir nas músicas, mas tocar e mostrar sons legais, alguns inusitados, novos e velhos, que façam o clima de uma boa festa. Não estou preso a um estilo, mas tenho uma linha que – de certa forma – considero coerente, definida pelas minhas influências desde a infância. Nessa mistura sempre entram tropicália, rock, indie, samba-funk, manguebeat, brega, MPB (?), funk/soul, dance, samba e BRock.

Seja com o CDJ ou com o computador (que tenho achado muito bacana pra tocar) estar na pista comandando o som, sentindo a vibração da galera é f! É muito boa a sensação de chegar com um set, e ele ir se metamorfoseando de acordo com o clima daquele exato dia, lugar e com aquelas pessoas específicas.

Piano Solo

05.12.2008

Meu trabalho sempre foi de alguma forma ligado à música. E tenho conseguido cada vez mais que essa ligação se reforce, e ultrapasse o limite da imagem. O Piano Solo – que tem sua terceira, última e mais esperada noite na próxima terça 9 de dezembro, – é um exemplo disso.

Criação do esforço dos parceiros da A Gente se Fala Produções, Piano Solo está no seu segundo ano. A idéia inicial foi trazer de volta aos palcos o recital de piano solo, tão comuns outrora, e esquecidos no tempo. O primeiro ano teve um time de primeira do piano clássico, comandado pela direção artística de Nelson Freire.

Em 2008 o projeto ficou – digamos – mais pop. Não perdeu em qualidade e requinte, só somou. Cesar Camargo Mariano e Marcos Valle já se apresentaram, sempre na Sala Cecilia Meireles, com abertura de jovens pianistas, e na semana que vem será a vez do diretor artístico desse ano: João Donato.

João Donato com seu sorriso despretensioso é a síntese dos últimos cinquenta anos da música brasileira, ele é a própria música brasileira, com todas as suas nuances. Acredito que será um grande show, assim como foi o último, de Marcos Valle, que surpreendeu a todos com um show de piano de alta qualidade e dinâmico.

qualé:
Piano Solo
João Donato
abertura de Vitor Araújo

09 de dezembro, terça
20hs
na Sala Cecilia Meireles
Largo da Lapa, 47