Posts tagged ‘Momo’

show: Momo no Solar de Botafogo

14.09.2011

Fazer camisetas, um projeto antigo

21.06.2009

Lancei semana passada uma linha de camisetas (espero que já tenham visto!). A ideia surgiu quando o Jonas (Sá) surgeriu fazermos camisetas para ele, logo depois que fizemos a capa do disco dele ‘Anormal’. Mas eu queria algo mais, não que o Jonas seja menos, mas eu vi ali a possibilidade de fazer duas coisas que estava querendo colocar em prática: fazer camisetas (vontade que tenho há pelo menos 10 anos) e colocar em prática um projeto pessoal. Sair um pouco da demanda do mercado e criar minha própria demanda, meu próprio projeto.

Surgeri também ao Marcelo Frota (Momo) fazermos camisetas baseadas no disco dele. Ele adorou a ideia. E quando estava pra começar a pensar na produção, o Mariano Marovatto surgeriu fazermos camisetas dos Sete Novos também. Perfeito, três artistas, para a marca que pensei, e que era um nome que já estava na minha cabeça a pelo menos quatro anos: Três ao Cubo.

O nome na verdade surgiu quando eu mais dois amigos estávamos estudando a viabilidade de montarmos um escritório juntos, na mesma época da Fazendesign, e o nome que pensamos foi esse: Três ao Cubo. Continuei com o nome na cabeça, até porque meu vício pelo número três só aumentou, e também porque achei irônico ser Três ao Cubo comandado, idealizado e realizado por uma só pessoa. Um plágio na ideia dos Sete Novos, que são na verdade três.

Foram quatro meses desde os desenhos até ter todas as primeiras camisetas produzidas. Muito aprendizado, afinal resolvi me meter sozinho no assunto, claro, com algumas ajudas com as quais eu não teria conseguido: Maria Claudia Moura, minha tia Lenita (Helene Anastassakis) e meu primo Bruno (Anastassakis), que me acompanhou nas idas à estamparia, venda nos shows do Jonas e depois foi o modelo das primeiras fotos.

quem ainda não viu e não vestiu, vale à pena:
www.tresaocubo.com.br

Trabalho comentado

27.05.2009

João Marcelo Bôscoli elogiou a capa de Buscador, em seu programa Radiola. Valeu Marcelo pelo crédito! Se a capa é boa, o disco é melhor ainda. Veja trecho da entrevista:

DJ nas horas vagas

18.01.2009

Não sou DJ. Talvez em algum – ou alguns – momentos da minha vida eu tenha me aproximado de vir a ser.

Na adolescência eu gravava cassetes pra animar as festinhas americanas com os amigos. Muitos DJs começaram assim. Em 1997, empolgado com o fato de ter um poderoso (na época) microcomputador em casa, e o que se podia produzir com ele, comecei a fazer algumas pequenas intervenções em músicas. Criei a série “Remixes, Reedições, Montagens e Medleys”, que fez certo sucesso. Entre poucos amigos.

De uma forma meio natural os amigos me procuravam para descobrir novos sons, conhecer música nova (ou velha). Com alguns desses amigos até cheguei a montar banda, mas não chegamos a passar da porta do estúdio. Minha capacidade de assimilação, reconhecimento e transformação de coisas interessantes sempre foi muito maior do que a capacidade de criação. Pelo mesmo motivo sou designer e não artista plástico.

Meu trabalho como designer também sempre teve forte ligação com a música, e essa ligação só tem crescido. Seja desenvolvendo sites para músicos, seja criando junto com os músicos o conceito gráfico de seus discos (Jonas Sá, o poeta Geraldo Carneiro, Momo, +2…) ou, mais recentemente, participando ativamente na idealização e conceito de eventos em que fiz o projeto gráfico, como a série de recitais Piano Solo.

Mas não sou leigo com o CDJ. Já toquei em algumas festas para amigos (na Fosfobox, Espaço Cultural Sergio Porto, em um casarão em Santa Teresa… e algumas vezes na ESDI – Escola Superior de Desenho Industrial). Nessas festas não me preocupo em intervir nas músicas, mas tocar e mostrar sons legais, alguns inusitados, novos e velhos, que façam o clima de uma boa festa. Não estou preso a um estilo, mas tenho uma linha que – de certa forma – considero coerente, definida pelas minhas influências desde a infância. Nessa mistura sempre entram tropicália, rock, indie, samba-funk, manguebeat, brega, MPB (?), funk/soul, dance, samba e BRock.

Seja com o CDJ ou com o computador (que tenho achado muito bacana pra tocar) estar na pista comandando o som, sentindo a vibração da galera é f! É muito boa a sensação de chegar com um set, e ele ir se metamorfoseando de acordo com o clima daquele exato dia, lugar e com aquelas pessoas específicas.

Os melhores discos de 2008 – segunda e última parte

31.12.2008

10
Frevo do mundo (2008)
Mas uma do Pupillo, com auxilio do maestro Spok nos metais, este é um presentão do frevo pro mundo, de Recife pro mundo. É de fazer chorar de tão bom.

9
Maré/ Adriana Calcanhotto (2008)
Quanta expectativa havia na volta da Adriana Calcanhotto depois de dois discos de Adriana Partimpim. Será que ela conseguiria voltar com tudo, com a mesma força que teve seu projeto infantil, que acabou se tornando maior e melhor que a encomenda? Sim, Maré é um disco muito bom, um dos melhores de toda a carreira de Adriana Partimpim Calcanhotto.

8
Reticências/ Diego de Moraes (2007)
Lançado em 2007, só chegou aos meus ouvidos este ano. Apesar de ser um EP, e conter poucas músicas (recheadas com diversas vinhetas) não deve nada aos outros discos aqui apresentados. Boa surpresa vinda de Goiás.

7
Satolep Sambatown/ Vitor Ramil + Marcos Suzano (2007)
Lançado só no final de 2007, só teve tempo pra repercutir em 2008. As participações de Jorge Drexler e Katia B são os pontos altos do disco, que é composto de onze ótimas canções.

6
Fome de tudo/ Nação Zumbi (2007)
Com esse disco o Nação Zumbi volta com força total, deixando seu som mais pop, palatável, mas nem por isso pior. É sem dúvida o melhor disco desde Afrocibederlia.

5
Onde brilhem os olhos seus/ Fernanda Takai (2007)
O disco apareceu no final de 2007, despretensioso, e tomou conta rapidamente. Foi associado diretamente às comemorações dos 50 anos da Bossa Nova, embora tenha poucas bossas no repertório. É bom do começo ao fim, e os leves toques de modernidade que Fernanda e compania deram a algumas músicas ficaram na medida certa.

4
Simulacro/ China (2007)
O melhor disco dos melhores de Recife, desde Homem Espuma do Mombojó. Tive a oportunidade de ver um show com o repertório desse disco quase sem querer no Cinemathèque. A casa estava praticamente vazia, mas isso não parecia ser problema pra China e a H Stern Band. Disco (e show) pra cantar junto e dançar do começo ao fim.

3
Anormal/ Jonas Sá (2007)
Não é por ser meu amigo, nem por ter participado do processo, mas quando escutei esse disco pronto (bem antes de ser lançado, claro) imaginei que ele seria o melhor do ano. Merecia. A qualidade das músicas, arranjos, letras é muito superior à maioria mediana que vive por aí lançando disco de qualquer jeito, a qualquer hora. Mas vale um disco de Jonas Sá que muitos discos bons. Só não é o melhor do ano porque em 2008 foram lançados dois discos incríveis…:

2
Cara B/ Jorge Drexler (2008)
O uruguaio mostrou com Cara B que veio pra ficar. Regravando suas ótimas músicas em formato intimista (quase sempre voz e violão) o disco duplo passa e dá vontade de colocar em repeat.

1
Buscador/ Momo (2008)
Quando Marcelo Frota me procurou pra falarmos sobre a capa do disco fiquei muito feliz, porque ele estava escrevendo coisas que eu estava sentindo também, e vimos que estavamos querendo passar as mesmas mensagens e energias naquele momento. Fiquei receoso se eu gostaria tanto das músicas quanto do assunto, porque tinha achado o primeiro A estética do rabiscoapenas bom. Nas primeiras audições o disco grudou no meu ouvido e não saiu mais, é curto e bom, muito bom, extremamente bom, não é a toa que coloquei em primeiro lugar na minha lista dos melhores de 2008.

Satisfação garantida do designer

01.07.2008

capa do CD Buscador, do Momo

E o sol nascerá. E o sol nasceu. Marcelo Frota, um dos vocalistas do Fino Coletivo acaba de lançar seu segundo disco. O nome do projeto é Momo, que teve seu primeiro disco “A Estética do Rabisco” lançado em 2006.

Marcelo me procurou em março pra fazer o projeto gráfico desse trabalho. Começamos a trabalhar e nos entendemos rapidamente quanto ao conceito estético do disco. Escolhemos algumas fotos minhas que já havia tirado em situações diversas. Depois ficamos apenas ajustando detalhes.

Recebi o disco esta semana. É difícil um designer ficar totalmente satisfeito com o resultado de um trabalho, seja por auto-crítica, seja pela vontade alheia (clientes, parceiros, patrocinadores…). Dessa vez eu fiquei.

Mas o mais importante é o som. O disco é o sol querendo chegar, a claridade, a bonança, mas ainda na escuridão. É um disco muito delicado, forte e bonito. Capa e músicas vão na mesma direção. É um projeto pra me deixar feliz, e feliz também quem puder escutar.

veja mais sobre este projeto em PORTFOLIO