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Os melhores discos de 2008 – segunda e última parte

31.12.2008

10
Frevo do mundo (2008)
Mas uma do Pupillo, com auxilio do maestro Spok nos metais, este é um presentão do frevo pro mundo, de Recife pro mundo. É de fazer chorar de tão bom.

9
Maré/ Adriana Calcanhotto (2008)
Quanta expectativa havia na volta da Adriana Calcanhotto depois de dois discos de Adriana Partimpim. Será que ela conseguiria voltar com tudo, com a mesma força que teve seu projeto infantil, que acabou se tornando maior e melhor que a encomenda? Sim, Maré é um disco muito bom, um dos melhores de toda a carreira de Adriana Partimpim Calcanhotto.

8
Reticências/ Diego de Moraes (2007)
Lançado em 2007, só chegou aos meus ouvidos este ano. Apesar de ser um EP, e conter poucas músicas (recheadas com diversas vinhetas) não deve nada aos outros discos aqui apresentados. Boa surpresa vinda de Goiás.

7
Satolep Sambatown/ Vitor Ramil + Marcos Suzano (2007)
Lançado só no final de 2007, só teve tempo pra repercutir em 2008. As participações de Jorge Drexler e Katia B são os pontos altos do disco, que é composto de onze ótimas canções.

6
Fome de tudo/ Nação Zumbi (2007)
Com esse disco o Nação Zumbi volta com força total, deixando seu som mais pop, palatável, mas nem por isso pior. É sem dúvida o melhor disco desde Afrocibederlia.

5
Onde brilhem os olhos seus/ Fernanda Takai (2007)
O disco apareceu no final de 2007, despretensioso, e tomou conta rapidamente. Foi associado diretamente às comemorações dos 50 anos da Bossa Nova, embora tenha poucas bossas no repertório. É bom do começo ao fim, e os leves toques de modernidade que Fernanda e compania deram a algumas músicas ficaram na medida certa.

4
Simulacro/ China (2007)
O melhor disco dos melhores de Recife, desde Homem Espuma do Mombojó. Tive a oportunidade de ver um show com o repertório desse disco quase sem querer no Cinemathèque. A casa estava praticamente vazia, mas isso não parecia ser problema pra China e a H Stern Band. Disco (e show) pra cantar junto e dançar do começo ao fim.

3
Anormal/ Jonas Sá (2007)
Não é por ser meu amigo, nem por ter participado do processo, mas quando escutei esse disco pronto (bem antes de ser lançado, claro) imaginei que ele seria o melhor do ano. Merecia. A qualidade das músicas, arranjos, letras é muito superior à maioria mediana que vive por aí lançando disco de qualquer jeito, a qualquer hora. Mas vale um disco de Jonas Sá que muitos discos bons. Só não é o melhor do ano porque em 2008 foram lançados dois discos incríveis…:

2
Cara B/ Jorge Drexler (2008)
O uruguaio mostrou com Cara B que veio pra ficar. Regravando suas ótimas músicas em formato intimista (quase sempre voz e violão) o disco duplo passa e dá vontade de colocar em repeat.

1
Buscador/ Momo (2008)
Quando Marcelo Frota me procurou pra falarmos sobre a capa do disco fiquei muito feliz, porque ele estava escrevendo coisas que eu estava sentindo também, e vimos que estavamos querendo passar as mesmas mensagens e energias naquele momento. Fiquei receoso se eu gostaria tanto das músicas quanto do assunto, porque tinha achado o primeiro A estética do rabiscoapenas bom. Nas primeiras audições o disco grudou no meu ouvido e não saiu mais, é curto e bom, muito bom, extremamente bom, não é a toa que coloquei em primeiro lugar na minha lista dos melhores de 2008.

Satisfação garantida do designer

01.07.2008

capa do CD Buscador, do Momo

E o sol nascerá. E o sol nasceu. Marcelo Frota, um dos vocalistas do Fino Coletivo acaba de lançar seu segundo disco. O nome do projeto é Momo, que teve seu primeiro disco “A Estética do Rabisco” lançado em 2006.

Marcelo me procurou em março pra fazer o projeto gráfico desse trabalho. Começamos a trabalhar e nos entendemos rapidamente quanto ao conceito estético do disco. Escolhemos algumas fotos minhas que já havia tirado em situações diversas. Depois ficamos apenas ajustando detalhes.

Recebi o disco esta semana. É difícil um designer ficar totalmente satisfeito com o resultado de um trabalho, seja por auto-crítica, seja pela vontade alheia (clientes, parceiros, patrocinadores…). Dessa vez eu fiquei.

Mas o mais importante é o som. O disco é o sol querendo chegar, a claridade, a bonança, mas ainda na escuridão. É um disco muito delicado, forte e bonito. Capa e músicas vão na mesma direção. É um projeto pra me deixar feliz, e feliz também quem puder escutar.

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