Posts tagged ‘capa de disco’

Beirut e os Beagles

08.06.2011

Não sou muito fã do Beirut, também não acho ruim. Mas me chamou atenção a capa do novo single “East Harlem”, cheia de Beagles! A capa mais bonita de 2011 até agora.

 

Eu sou você amanhã! Ou vice-versa?

05.06.2011

É no mínimo inusitado procurar seu nome no Google Image e descobrir que existe (existiu?) um cantor com o seu nome. Tá certo, tem a trema, o que deixa diferente. Tá certo, tem alguns Philippe Leons pela França, mas mesmo assim não deixa de ser inusitado.

Procurei qualquer outra referência sobre este cantor, ou sobre o compacto, até mesmo no Google da França, e nada.

Alguém já ouviu falar?
Será que sou eu no passado??
Será que sou eu no futuro???

Trabalho comentado

27.05.2009

João Marcelo Bôscoli elogiou a capa de Buscador, em seu programa Radiola. Valeu Marcelo pelo crédito! Se a capa é boa, o disco é melhor ainda. Veja trecho da entrevista:

CD Pirata Oficial

15.07.2008

Não é de hoje a questão da pirataria, que aliada à Internet, vem despencando ano após ano a venda de CDs no Brasil e no mundo todo. E desde que esse assunto existe a maior arma dos músicos, e das gravadoras, tem sido a qualidade. É triste ver aquela capa de CD tão bonita, com cores lindas, papel diferenciado, digipack, tudo que tem direito, reproduzido em xerox (quando colorida!) numa embalagem de acrílico (quando não dentro daqueles envelopezinhos muquiranas de guardar CD-R!). Sempre achei que apesar disso tudo os músicos deviam sentir ao menos um pingo de orgulho de ver seus CDs pirateados, é a maior confirmação do sucesso! Mas pros designers não. É a confirmação de que seu trabalho não é necessário ao produto.

Sem falar então na qualidade do som. Não só o MP3, que tem o som comprimido, mas desses piratas também, que podem ter vindo também de cópias em MP3. Li em abril uma matéria na Rolling Stone sobre a qualidade do som hoje em dia, escrita por Robert Levine. Parece que ninguém se importa mais com isso e todos escutam música direto de suas caixinhas no computador. Além de ser MP3 etc…

Semana passada fui a uma dessas megastores comprar um livro (já que CD ninguém compra mais) e enquanto minha mulher folheava livros, eu fiquei vendo em quantas andavam as vendas dos CDs, checando os números de lote (aqueles AA 5000…). Quando cheguei nos mais antigos, aqueles que vendem há anos aos montes nas Lojas Americanas, como Legião Urbana – por exemplo – fiquei assustado. Não com o número de lotes já fabricados (desde que são numerados), mas com a falta de qualidade das capas. Tremendos borrões. Pareciam piratas. Piratas oficiais.

Ou os arquivos digitais desses CDs não existem mais e eles precisaram ser “escaneados” para voltarem a ser fabricados, ou então não refazem as matrizes (fotolito ou qualquer outra coisa) na gráfica há muito tempo. As letras eram nitidamente borradas, sem falar nas cores. Fiquei achando que poderia ser apenas um deles que estivesse assim, mas comecei a avaliar todos os “best-sellers” e todos eles estavam desse jeito.

Outro dia ia adaptar um CD, que outra pessoa fez o projeto gráfico, para ser reeditado na Europa, e acabamos descobrindo que o gênio que fez o projeto não guardou os arquivos originais, apenas os PDFs finais, dificultando a simples tarefa de trocarmos alguns logos e textos de obrigação. Imagina quando não guardam nem os PDFs… como faz? E se verificamos este cuidado com as capas, como podemos garantir que houve algum cuidado com o som?

É muito amor à causa. Comprar CD de qualidade duvidosa só pra certificar que está pagando os direitos ao músico. E quanto estamos pagando à gravadora que não toma o menor cuidado com a qualidade desse produto, parou pra pensar?

Leia a matéria do Robert Levine, na Rolling Stone, que é interessante.

Satisfação garantida do designer

01.07.2008

capa do CD Buscador, do Momo

E o sol nascerá. E o sol nasceu. Marcelo Frota, um dos vocalistas do Fino Coletivo acaba de lançar seu segundo disco. O nome do projeto é Momo, que teve seu primeiro disco “A Estética do Rabisco” lançado em 2006.

Marcelo me procurou em março pra fazer o projeto gráfico desse trabalho. Começamos a trabalhar e nos entendemos rapidamente quanto ao conceito estético do disco. Escolhemos algumas fotos minhas que já havia tirado em situações diversas. Depois ficamos apenas ajustando detalhes.

Recebi o disco esta semana. É difícil um designer ficar totalmente satisfeito com o resultado de um trabalho, seja por auto-crítica, seja pela vontade alheia (clientes, parceiros, patrocinadores…). Dessa vez eu fiquei.

Mas o mais importante é o som. O disco é o sol querendo chegar, a claridade, a bonança, mas ainda na escuridão. É um disco muito delicado, forte e bonito. Capa e músicas vão na mesma direção. É um projeto pra me deixar feliz, e feliz também quem puder escutar.

veja mais sobre este projeto em PORTFOLIO

Sobre capas

20.06.2008

Sou apaixonado por capas de discos. Acho que deixo transparecer isso. Na verdade sou apaixonado por discos, álbuns. Esse objeto que está fadado à morte, agonizante em pleno século XXI. Gosto tanto que tanto faz se é capa de um grande e generoso LP ou uma pequena embalagem de CD.

Tenho vontade de pesquisar sobre o assunto, é na verdade um fascínio, maior que a razão. A razão entende que o LP ou mesmo o CD, e talvez o álbum, tenham dias contados. Mas isso não faz meu fascínio diminuir. Nem a vontade de trabalhar nisso. E talvez a vontade de continuar trabalhando nisso me faça pensar em pesquisar da forma mais ampla possível, todas as formas e formatos gráficos de venda industrial de música já ocorridos, e conseqüentemente, os formatos futuros também. Desde as fitas de rolo, ou antes, até os dias de hoje. Alguns dizem que o caminho natural é a internet, mas eu não acho que seja tão simples assim. E imagino que a idéia do álbum – como uma coleção de músicas feitas e gravadas mais ou menos juntas ou com o mesmo propósito por um artista – seja mais forte do que o formato que lhe cabe.

Em 2005 comecei, de forma discreta, a montar um blog-pesquisa sobre este universo. Mas pela falta de tempo e talvez um pouco de preguiça de escrever, resolvi me ater a colecionar capas e mencionar os capistas autores, o que por si só não é uma tarefa tão fácil. Não queria me restringir apenas ao universo de capas brasileiras, nem ser universal, nem tanto ao céu nem tanto à terra. Resolvi então facilmente este dilema na descrição do blog: “Um blog-catálogo-pesquisa sobre capas de discos. De música carioca, música brasileira e música do mundo. por philippe leon.” Falo a partir do Rio de Janeiro, do Brasil para o mundo. Mas não apenas sobre o Rio e o Brasil, mas também o mundo inserido no universo que compõe a cultura brasileira. Compliquei?

Enfim, este é o Sobrecapa, um blog de trocadilho pobre, porque não falo de sobrecapas (que são mais comuns em livros), mas falo sobre capas.

visitem: http://sobrecapa.blogspot.com/