arte

não tem nada mais sem graça a zona sul descobrindo a estética de outras áreas da cidade, usando isso em seu trabalho tentando dar um certo status de arte ou uma “antropologia” desse lado “estranho” da cidade. #prontofalei

29.09.2011

O papel do designer em um mundo que precisa reduzir

30.05.2011

Convergindo ideias para conceber um projeto final…

Parece que o mundo parou nos últimos anos para falar em sustentabilidade e ecologia. Se de um lado se deve à real necessidade em se tratar desses temas com urgência, por outro certamente foi pelo status corporativo que esses termos passaram a imprimir às empresas que os adotaram como lema. Vide o caso do papel reciclado industrial, que tem um processo sujo de produção, é caro, e no entanto é adotado por qualquer empresa que pretende se vender como “ecologicamente correta” ou “amiga da natureza” ou mesmo “preocupada com a sustentabilidade”, ou qualquer outro termo que se possa usar neste caso.

Interesses corporativos à parte, o homem precisa mesmo se preocupar com o uso desenfreado dos recursos do planeta, isso é verdade e todo mundo sabe. Precisamos reduzir, produzir menos, diminuir e tornar o mais funcional possível o uso de materiais que usem recursos não renováveis. Precisamos fazer produtos menores, virtualizar processos, desmaterializar o mundo, convergir funções.

Mas como pensar em desmaterialização em um mundo extremamente e cada vez mais voltado para uma cultura material?

Ao mesmo tempo este mesmo mundo sofre de outra grande poluição. Poluição visual. Excesso de imagens. Todo dia somos bombardeados com milhões de imagens que não nos acrescentam nada. Sofremos com excesso em quantidade e escassez em qualidade.

Qual é o papel do designer em um mundo que precisa reduzir a quantidade de produtos industriais e precisa produzir menos imagens? Em um primeiro momento é de se pensar que é uma profissão que precisa aprender a se auto-extinguir, aos poucos. Mas se pensarmos bem, podemos enxergar que não há personagem melhor para promover essas mudanças de paradigma, para preparar o mundo para o uso de menos recursos materiais e menor geração imagens.

A desmaterialização e a despoluição visual parecem até assuntos diferentes, mas são únicos, pois são problemas ambientais e que afetam diretamente o modo de operar na profissão do designer.

É natural imaginar que neste momento de mudança de paradigma o designer venha visitar áreas de interesse que tangenciam o próprio design. A arte, a tecnologia, a física, a química.

Registrar o mundo em que vivemos é também uma forma de pensar e fazer pensar sobre essas transformações. Filmes como Koyaanisqatsi, do americano Godfrey Reggio, ou mesmo os filmes do casal Eames em que registram sua casa, seus projetos, e o mundo que os inspirava, são belos exemplos de formas diferentes de registro em vídeo do mundo, principalmente os do casal Eames, que são exemplos de filmes feitos por designers. Em ambos a narrativa é subjetiva, são mais filmes de arte do que documentários, embora carreguem completa visão crítica do mundo de suas épocas e de seus lugares.

patrocinadores: melhor não tê-los. mas se não os temos, como fazer?

29.05.2011

Sobre o design ou Essa é a minha questão

08.03.2009

Menos é mais.

É a máxima propagada pela maioria dos studios mundo afora.

Claro, fora os neo-barrocos e neo-nouveaus.

O uso de poucos elementos resulta em maior arejamento da composição. Até aí tudo bem. Mas esta composição, os elementos, suas proporções, cores e tratamentos só se tornam MAIS se carregarem, em cada entrelinha, cada entreletra, algum conhecimento adiquirido pelo designer. O que torna a recíproca verdadeira.

Mais é menos.

Mais conhecimento gera menor necessidade de uso de elementos supérfluos para que a composição se baste e cumpra sua função.

Em contraposição, boa parte das vezes o design está em função da arte, de conceitos subjetivos, que pedem liberdade de expressão.

Como unir design objetivo à subjetividade da arte?

Impressionantismo

08.03.2009

Vik Muniz poderia ter parado lá no começo da carreira, e ter virado o artista do algodão, ou do arame, ou então o artista das linhas. Teria ele apenas se desviado um pouco e se tornado o artista do açúcar, ou então seguido mais adiante, seria o artista do chocolate ou do solo. O artista da tinta, o artista da poeira, o artista das nuvens, o artista das cores pantone, o artista da terra, dos confetis de revistas, dos diamantes, do caviar, do pigmento, da sucata, do quebra-cabeça, dos recortes de papel e finalmente, o artista do lixo.

Mas não, ele preferiu seguir adiante, e não estacionar numa técnica de reprodução inovadora e inusitada. A cada novo trabalho ele reinventa sua técnica, ele acha um novo jeito de reproduzir as imagens unindo de forma natural matéria prima e objeto. Se fossem pinturas, seria como se a tinta pudesse a cada nova obra mudar sua formulação química para ficar de acordo com o objeto representado na tela.

O que impressiona é como sua escala vai aumentando ao longo da carreira, e não sabemos qual será o próximo grande suporte para sua arte. Está dentro desse segmento da arte comtemporânea que quero chamar de Impressionantismo.

Porta das Mãos

29.07.2008

O trabalho do Michel é difícil de explicar. Todos eles são, mas este Porta das Mãos pode parecer o mais simples, mas não é. Parece também ser o mais singelo, mas no entanto é o mais completo.

Complexo e instigante. Só vendo pra entender (ou não entender). Todos se perguntam, assim como Adriana Calcanhotto (cujo texto está no site do Museu) se é fotografia, dança, mímica, música, teatro, performance, poesia, loucura ou invenção, simplesmente.

São fotos (de Sung Pyo Hong), desenhos, quebra-cabeças, stop-motions (que tive a honra de editar), e uma performance ao vivo (que só viu quem foi na inauguração) que se completam e complementam.

qualé:
Porta das Mãos
de Michel Groisman e Sung Pyo Hong

de 26 de julho a 28 de Setembro
no MAC (Museu de Arte Contemporânea de Niterói)
Mirante da Boa Viagem, s/nº