show: Ivor Lancellotti no Solar de Botafogo
14.10.2011show: Marya Bravo no Solar de Botafogo
05.10.2011show: Wilson das Neves no Solar de Botafogo
30.09.2011clipe: Só serve pra dançar / China
15.09.2011show: Momo no Solar de Botafogo
14.09.2011de corpo e alma!
14.09.2011a voz dessa menina é uma benção dos deuses da música!
parece o tempo todo que ela tem que domar a voz, se não ela sai voando, exagerada.
mas ela consegue domar certinho, na medida, pra ficar… perfeito!
que pena que ela não pode mais brincar com esse presente que a vida deu…
clipe: Toc toc / Nina Becker
12.09.2011clipe: Sexo / Erasmo Carlos
10.09.2011show: Guizado no Solar de Botafogo
09.09.2011Kassin nas nuvens
03.08.2011
Está saindo pela Coqueiro Verde o disco do Kassin (primeiro, segundo, terceiro? você escolhe). Fiz o projeto gráfico, com ideias dementes e geniais do Kassin e tipografia toda feita a mão pelo Diego Medina. Fizemos tudo ficar em 3d, mas cada hora brincamos de uma forma diferente com o efeito. O Kassin queria mais que tudo o aspecto da imagem 3d, com as cores se desencaixando. O efeito era consequência. Então fizemos várias loucuras, imagens com várias camadas, 3ds improváveis, superposições, tudo pra remeter ao título do disco “Sonhando devagar”.
O material gráfico leva fotos variadas, da Chiara Banfi, Daniel Santiago, uma minha (do Kassin usando o óculos 3d), da Regina Casé e até do próprio Kassin, que fez alguns auto-retratos. A capa, pode-se dizer, foi feita a oito mãos, a ideia do Kassin, a “colagem” e direção de arte minha, a foto da Regina Casé e aquelas letrinhas lindas do Diego.
Em junho fiz um post falando um pouco do processo desse trabalho, que me deixou enxergando vermelho com um olho e azul com outro, de tanto usar o óculos pra criar as imagens.
O disco, não preciso dizer, sou suspeito, mas me parece o melhor disco do ano até agora.
Um dos spreads do livreto com a letra de “Sorver-te”, a música mais gay do mundo depois de “Momento macho”.
nossas fotos não vão envelhecer.
18.07.2011Outros tempos hoje
13.07.2011Ano passado Pedro Freire – jovem diretor de cinema, teatro e televisão (tem quase minha idade) – me chamou para fazer o projeto de venda de uma peça de teatro para captar recursos. Me falou da dificuldade de diálogo com os designers, coisa que muita gente reclama, e me falou da paixão pela obra do artista alemão Gerhard Richter, que ele queria usar como referência visual para o nosso trabalho. Não conhecia Richter, conheci e passei a admirar sua obra. Também me falou pela sua paixão pela obra de Harold Pinter, em especial pelo texto de Old Times, que em português foi traduzido (pelo próprio Pedro) como Outros tempos. Quando ele me falou sobre a história, lembrei logo do filme Mulholland Drive do David Lynch.
Corte para março deste ano. Pedro me ligou falando que a peça tinha sido contemplada pelo FATE (Fundo de Apoio ao Teatro da Prefeitura do Rio). Então começamos o processo para fazer o projeto oficial. No elenco estavam Cristina Flores, Paula Braun e Otto Jr. Pedro marcou uma reunião-ensaio com a equipe da peça, onde pudemos escutar os atores passarem o texto, ainda bem cru na interpretação. A partir daí pensamos nas fotos, marcamos e elas foram feitas, aliás muito bem feitas, pelo Dalton Valério. Depois de tanto fotografar e escolher, optamos por usar uma foto dos três atores desfocados. Tudo que escolhemos foi muito pensado e repensado, sempre levando em consideração o texto da peça.
Fui assistir à pré-estreia. A peça mostra uma aparente situação corriqueira, onde uma velha amiga vai visitar um casal, e aos poucos a trama vai se desenvolvendo de uma forma que tudo começa a ficar esquisito, e difícil de entender que caminhos a história toma, se é pela memória dos personagens, se é pelo tempo, se é tudo um sonho. É aí que fica interessante, e você sai de lá com a cabeça tentando montar sua própria versão da história.
Mesmo depois de ter lido o texto, assistido a dois ensaios e estar o tempo todo conversando com Pedro, só assistindo a atuação pra valer, no cenário, com luz, consegui entender melhor o texto, rir dele, achar triste, ficar intrigado de verdade. Saí de lá pensando na mágica que é transformar um texto em uma história encenada. Como aquele trabalho todo, diário, exaustivo, de ver e rever e rever o texto, produz essa mágica, traz o texto à tona, à luz.













